Design Thinking: Guia definitivo com mais de 30 técnicas e ferramentas

Design thinking
Design thinking

Design Thinking é uma técnica revolucionária para a solução de problemas que está se tornando cada vez mais popular nos últimos anos. É uma abordagem orientada para o utilizador, centrada na empatia e inovadora que utiliza ferramentas de colaboração interdisciplinar.

Mas, afinal, o que é Design Thinking? Quais são as etapas que compõem o processo? E quais são as ferramentas mais usadas?

Neste artigo, você vai descobrir a origem do termo Design Thinking, entender o que é e como ele pode ser aplicado à solução de problemas, além de conhecer as quatro etapas do processo e as ferramentas mais usadas.

O que é Design Thinking?

Design Thinking é um método holístico para problemas complexos. É uma abordagem iterativa que combina perspicácia empresarial, inovação e experimentação para encontrar soluções criativas para desafios. É um sistema de pensamento que se concentra praticamente na descoberta de qual é o problema real que precisa ser resolvido.

Uma maneira simples de entender o que é Design Thinking é que ele tem como objetivo restaurar o equilíbrio entre negócios, tecnologia e usuários reais. O Design Thinking é um processo que oferece a equipe técnica e gerencial uma abordagem para projetar soluções que abordam os problemas reais dos usuários.

A filosofia por trás do Design Thinking é que as empresas podem aprender a construir melhorias, por meio da experimentação. O Design Thinking baseia-se em três pilares: compreensão do usuário, inovação e validação. Estes três principais elementos ajudam a garantir que os resultados sejam os mais próximos da realidade dos usuários.

O Design Thinking combina três elementos: criatividade, inovação e experimentação. O foco está na criação de soluções que satisfaçam as necessidades dos usuários. Este processo de pensamento incentiva a colaboração entre todos os envolvidos no projeto, bem como a identificação de novas soluções inovadoras para problemas complexos. Ao usar o Design Thinking, as empresas podem criar soluções únicas e adaptadas às necessidades específicas dos usuários.

Aplicabilidade do Design Thinking na Solução de Problemas

O Design Thinking é uma abordagem poderosa para solucionar problemas complexos. Esta técnica tem sido amplamente utilizada por organizações de todos os tamanhos para desenvolver produtos, serviços e soluções inovadoras.

O Design Thinking se baseia na ideia de que os problemas devem ser enfrentados de forma sistemática, com a participação de todas as partes interessadas envolvidas. Requer em mente que diferentes problemas requerem abordagens diferentes. A abordagem do Design Thinking fornece um framework de solução de problemas que pode ser aplicado a diferentes tarefas.

O processo inicia-se com a definição cuidadosa do problema. Esta etapa é importante para entender os objetivos a serem alcançados e os principais desafios a serem enfrentados. Depois, os responsáveis pelo Design Thinking observam e ouvem com atenção os pontos de vista de todos os envolvidos. Este passo é importante para garantir que o processo seja inclusivo e conciliador, permitindo que os melhores resultados sejam obtidos.

A etapa seguinte envolve a criação de um protótipo para validar hipóteses e testar possíveis soluções. Os protótipos permitem que os responsáveis pelo Design Thinking testem soluções de forma rápida e barata. Por fim, o processo termina com a implementação da solução escolhida. Esta etapa implica garantir que a solução seja eficaz e atenda às expectativas de todos os envolvidos.

Relação do design thinking com a inovação

Quando falamos em design thinking, também estamos falando sobre inovação. O design thinking é o processo mental pelo qual as pessoas se aproximam de um problema de forma criativa e encontram soluções que antes não eram possíveis. Ao aplicar esses princípios, podemos desenvolver produtos, serviços e sistemas melhores, mais rápido e com menos custos.

Uma vez adotado, o design thinking pode resultar na criação de novos tipos de soluções e na reinvenção do existente. Isso significa que ele tem muito a ver com a inovação. Na sua prática, o design thinking auxilia na identificação das necessidades das pessoas reais para promover respostas criativas que estejam alinhadas com ideias disruptivas. A abordagem abre espaço para ideias, permitindo que os profissionais explorem novas alternativas com base na experimentação.

Além disso, o design thinking incentiva as organizações a pensarem fora da caixa, incorporando tendências emergentes e tecnologias disruptivas em seus processos criativos. O objetivo deste método é descobrir soluções intuitivas que possam ser testadas rapidamente antes do lançamento oficial – assumindo assim riscos calculados.

Portanto, quando utilizamos o design thinking para pensar em novas formas de resolver problemas em sua empresa, mercado ou até mesmo à escala mundial, estamos contribuindo para a inovação.

Relação do design thinking com a experiência do cliente

O Design Thinking visa principal melhorar e aprimorar a experiência do cliente para criar produtos, serviços ou aplicações que melhor atendam às necessidades do público. Utilizando esta abordagem de pensamento de design, os desenvolvedores procuram descobrir com o que o usuário realmente se preocupa e quais elementos são significativos. Ao focar nos problemas que as pessoas enfrentam a cada dia, o design thinking possibilita encontrar novas soluções inovadoras.

Com o design thinking, as empresas podem desenvolver produtos complexos de forma extremamente simples e intuitiva, tornando-os mais atraentes para os clientes. Ao priorizar as necessidades dos clientes na fase de produção e entender suas próprias motivações profundas, torna-se possível compreender como um produto pode satisfazer plenamente esse mesmo grupo-alvo. Desta forma, é possível criar soluções personalizadas que realmente atendam às expectativas específicas dos usuários. Por este motivo, o design thinking se tornou uma parte essencial do processo produtivo.

O design thinking mudou radicalmente o modo como as empresas trabalham com o público alvo. Esta abordagem tende a gerar resultados muito mais positivos do que aqueles obtidos utilizando tecnologias convencionais – pois considera desde os mínimos detalhes da experiência do usuário até suas aspirações globais. Quando bem implementado e gerenciado, é possível verificar na prática que os negócios conseguem maximizar a satisfação dos consumidores e garantir um retorno sobre o investimento significativo no longo prazo.

Relação do Design Thinking com a transformação digital

O Design Thinking está intimamente relacionado à transformação digital, pois seu objetivo é mudar como as pessoas interagem com um produto ou serviço. Ao contrário de métodos tradicionais de projeto que apenas procuram produzir produtos rápidos e baratos, o Design Thinking procura criar uma experiência emocionalmente significativa para o usuário.

Isso faz com que os usuários se sintam valorizados, satisfeitos e ligados à marca. A adoção do Design Thinking através da transformação digital também pode ajudar as empresas a enfrentar desafios específicos e melhorar processos internos para atingir melhores resultados.

Uma das principais vantagens da aplicação do Design Thinking durante a transformação digital é que ele fornece uma abordagem humanizada para criação de soluções para problemas complexos. Ao invés de se concentrar apenas nos produtos, este método pode considerar todos os pontos-de-vista relevantes envolvidos na tomada de decisão e desenvolver soluções que atendam às necessidades dos usuários.

Mais especificamente, o Design Thinking incentiva as equipes a realizarem pesquisas sobre o comportamento dos usuários para identificar suas necessidades e desenvolver soluções que se adaptem a esses requisitos. Essa abordagem permite às empresas melhorarem sua velocidade de implementação e alcançarem ganhos significativos no processo da transformação digital.

Duplo diamante no design thinking

O Duplo Diamante é um modelo de design thinking baseado em duas abordagens – descobrir e desenvolver, proporcionando guias passo a passo para desenvolver ideias e soluções novas ou existentes, sendo organizado em quatro etapas: Definir, Investigar, Ideia e Desenvolver.

Nas etapas “Definir” e “Investigar” (imersão e/ou investigação) do duplo diamante são realizadas análises que envolvem compreender necessidades específicas do cliente ou usuário final, bem como formular estratégias para atendê-los. É uma abordagem orquestrada por equipe que busca encontrar a razão pela qual o comportamento do usuário final muda para atender às suas necessidades.

A parte “Ideia” (ideação) se concentra na criação de produtos, serviços e experiências significativas. Pode ser feita individualmente ou em grupos e durante esta etapa podem ser utilizadas diversas ferramentas como brainstorming, storytelling, jogo de cartões, etc. Toda essa ideia revisita quando a equipe começa a intervir no processo com sugestões e considerações sobre partes específicas da experiência que está sendo criada.

Na última etapa, chamada “Desenvolver” (prototipação e Desenvolvimento), as equipes realizam testes e experimentos para validar as ideias iniciais antes de colocá-las no mercado. Esta etapa é importante para avaliar se a solução proposta atende às expectativas do usuário final quanto às funcionalidades e recursos dos produtos e serviços oferecidos.

O Duplo Diamante é uma das abordagens mais populares quando se trata do pensamento de design devido a sua simplicidade nas etapas propostas e facilidade para articulação entre elas. Além disso, as equipes envolvidas possuem liberdade para trabalhar livremente nos projetos sem serem limitadas a um conjunto único de regras preestabelecidas.

Etapas do Design Thinking

A seguir veremos as etapas do Design Thinking imersão, ideação, prototipação e implementação e/ou desenvolvimento. Podemos encontrar no mercado outras nomenclaturas e número de etapas para o Design Thinking, porém a maioria é derivada das que são apresentadas nesse guia.

Etapa de Imersão

A etapa de imersão é uma parte importante do processo de design thinking. Agora, é necessário construir um entendimento profundo da questão ou problema que o time está trabalhando. O objetivo é reunir informações sobre o público-alvo, os desafios existentes e qualquer informação adicional que possa auxiliar a equipe na criação de soluções inovadoras.

Para realizar a imersão, o time deve usar técnicas como pesquisa, entrevistas, uso de ferramentas de análise, estudos de caso e imersão na cultura da organização. Essas tarefas ajudam a reunir insights úteis para a equipe. Elas também podem ajudar a definir um objetivo maior, a visão e até mesmo os princípios a seguir durante o processo.

Uma vez que o time conhece o problema ou oportunidade, ele pode começar a pensar em soluções. É aqui que entra a filosofia do Design Thinking. Para criar essas soluções, é importante considerar diferentes perspectivas, abrir-se para novas ideias e experimentar para encontrar soluções mais criativas.

Durante a etapa de imersão, a equipe também pode usar ferramentas, visando se colocar no lugar do usuário e entender melhor a sua necessidade. Além disso, o time também pode usar o brainstorming para gerar ideias criativas que possam ser usadas para solucionar o problema.

Etapa de Ideação

Na etapa de Ideação do Design Thinking, é importante desenvolver inúmeros ideias inovadoras para melhorar o problema a ser resolvido. Esta etapa consiste em pensar em novas perspectivas, criar alternativas e descobrir soluções criativas e originais. Geralmente, as equipes usam brainstorming para encontrar novas ideias.

Uma vez feita a análise detalhada do problema, desenvolver ideias inovadoras para solucioná-lo é um dos passos mais importantes no processo de Design Thinking. Esta etapa deve produzir muitas ideias, desde as mais banais até aquelas mais ousadas. É importante considerar tanto os desejos do cliente quanto aqueles da equipe. Ideias criativas, que fujam dos parâmetros normais, podem ser um grande salto para o desenvolvimento de soluções inovadoras.

Para garantir que as ideias sejam criativas e originais, é preciso seguir alguns passos. Primeiro, desafiar os pensamentos e as crenças padrão. A segunda é definir um tema específico e concentrar-se nele. Também se recomenda utilizar diversas técnicas de brainstorming, como Brainwriting, Brainwalking e Braindrawing. A partir disso, os participantes devem se organizar de maneira a explorar todas as possibilidades criativas e inovadoras. Por fim, é necessário realizar uma avaliação exaustiva de todas as ideias para selecionar as melhores.

Etapa de Prototipação

A etapa de prototipação é onde o design thinking se torna real para um projeto em andamento. Com foco em soluções, os designers e desenvolvedores usam modelos, maquetes e protótipos para criar rapidamente e testar suas hipóteses. Essa etapa também mantém o projeto em movimento, permitindo que os participantes testem e aperfeiçoem ideias precocemente.

Durante a etapa de prototipação, os projetos passam por muitas iterações. Os protótipos passam por testes regulares, e usando os resultados do feedback, os equipes de desenvolvimento traduzem as ideias para mais próximas de serem realidade.

A natureza iterativa do design thinking é extremamente importante para a etapa de prototipação, pois é mais fácil explorar várias versões da ideia sem a necessidade de se comprometer com um design final. Isso também significa que os protótipos podem ser rapidamente atualizados e aprimorados com base nos resultados de testes, em vez de começar do zero com cada nova versão.

Ao longo da etapa de prototipação, é importante que os participantes do projeto colaborem e compartilhem regularmente ideias, sugestões e comentários para facilitar o processo. A comunicação clara e consistente também é fundamental para o sucesso de qualquer projeto de design thinking.

Etapa de implementação e/ou Desenvolvimento

A etapa de implementação ou Desenvolvimento é a onde o Design Thinking dá o seu melhor. Nesta etapa, o objetivo é você, com seus conceitos e ideias geradas na etapa anterior, desenvolver um produto final que satisfaça as necessidades dos usuários.

Nesta etapa, é importante ter muito cuidado para não se desviar do caminho que deseja seguir. É importante manter um olhar crítico sobre todas as peças que já foram criadas na etapa anterior e fazer ajustes ao longo do processo. O design thinking incentiva a experimentação, mas é importante saber quando parar de experimentar e começar a implementar as ideias em testes de usuário.

Para manter o foco, o design thinking também incentiva a realização de protótipos. Os protótipos podem ser usados para testar as suposições e hipóteses geradas na etapa anterior. Eles são úteis para descobrir o que realmente funciona e o que deve ser ajustado.

Por fim, quando o produto ou o serviço estiver pronto para o lançamento, é importante realizar testes de usuário para verificar se os resultados são os esperados. Quando os resultados são positivos, é hora de lançar o produto ou serviço e ver o que os usuários têm a dizer.

Técnicas e ferramentas mais usadas no design thinking

Design Thinking é cada vez mais usado por empresas para desenvolver novos produtos e serviços e melhorar a experiência do cliente. É uma abordagem focada no usuário, que ajuda os designers a compreender melhor o que o cliente precisa ou deseja. Se você está interessado em design thinking, compreender as ferramentas mais usadas na abordagem é essencial.

A primeira ferramenta que os especialistas de design thinking usam é a pesquisa. Esta ferramenta permite que os designers entendam melhor e obtenham insights sobre o usuário. O objetivo é descobrir as necessidades dos usuários e como melhor atendê-las. Os designers podem usar entrevistas, perguntas abertas, estudos de casos, técnicas de grupo de discussão e outras ferramentas de pesquisa.

Além disso, o brainstorming também é amplamente utilizado no design thinking. Isso pode ajudar os designers a criarem soluções criativas para os problemas identificados pela pesquisa. O brainstorming funciona prestando atenção a todos os aspectos e possibilidades de um projeto ou problema, criando assim uma série de ideias e possibilidades.

Outra ferramenta importante no design thinking é a modelagem de dados. Esta ferramenta ajuda os designers a entender e organizar os dados obtidos através da pesquisa. A modelagem de dados ajuda os designers a ver as informações de maneira significativa e a identificar padrões ou tendências nos dados. Isso permite que os designers criem soluções mais informadas para os problemas.

Finalmente, a prototipagem também é usada para testar hipóteses e soluções. Esta ferramenta ajuda os designers a testar soluções rapidamente e de forma barata. Isso permite aos designers descobrir quais soluções funcionam melhor para os usuários e quais precisam de ajustes.

A seguir apresentamos algumas técnicas e  ferramentas:

Mapa mental

O mapa mental visa reunir as informações essenciais e explorar as ideias e opções disponíveis. Ele é uma ferramenta visual que ajuda a estabelecer relações entre os diferentes elementos, para que você possa ver a imagem geral dos problemas e suas possíveis soluções.

Sendo frequentemente usado para organizar e manter as informações relevantes sobre um projeto, bem como para explorar as ideias e opções disponíveis. É uma ferramenta útil para compreender e organizar múltiplas demandas e trabalhar para solucionar os problemas complexos.

Ele também pode ser usado para desenvolver uma estratégia de design thinking, que visa otimizar o processo de tomada de decisão. A abordagem pode ajudar a fornecer direção, permitindo que você teste as hipóteses e trabalhe para encontrar uma solução criativa e inovadora para o problema.

Mapa de Empatia

O Mapa de Empatia é um importante passo para o desenvolvimento de produtos e serviços. O mapa de empatia é um diagrama que ajuda a compreender melhor o comportamento, sentimentos e pensamentos do usuário ou do público-alvo. Tem por objetivo é reunir o máximo de informações possíveis para entender profundamente os usuários e clientes, e isso ajudará a construir produtos e serviços melhores.

Processo de quatro etapas do mapa mental: 1) Preparação, 2) Entrevistar, 3) Resumir e 4) Compartilhar.

Etapa 1: Preparação

A preparação é a etapa inicial da criação do mapa de empatia. Envolve definir o objetivo e selecionar o público-alvo para as entrevistas, definir as questões de pesquisa, e selecionar a equipe de pesquisa.

Etapa 2: Entrevistar

Nesta etapa, você entrevistará pessoas relevantes para seu produto ou serviço. Estas entrevistas são cruciais para obter um entendimento profundo dos usuários ou clientes. Durante a entrevista, tente entender o seu comportamento, sentimentos e pensamentos, bem como suas necessidades, desejos e preocupações.

Etapa 3: Resumir

Após realizar as entrevistas, é hora de resumir os dados obtidos. O objetivo desta etapa é criar um resumo das informações obtidas durante as entrevistas. Isso ajudará a identificar padrões, tendências e insights que possam ajudar a construir produtos e serviços melhores.

Etapa 4: Compartilhar

A última etapa do Mapa de Empatia é compartilhar os resultados com a equipe. Esta etapa é importante para garantir que todos os membros da equipe compreendam profundamente os usuários e clientes. O compartilhamento de insights e informações também ajudará a equipe a desenvolver produtos e serviços melhores.

Storyboard

O storyboard é um método de projeto orientado por um processo visual que ajuda a equipe de projeto a criar um fluxo de trabalho e se familiarizar com as etapas do projeto. O storyboard também ajuda a descobrir erros no processo, permitindo que as questões emergentes sejam abordadas rapidamente.

Uma vez que a equipe tenha concluído o storyboard, é fácil visualizar quais são as etapas que devem ser executadas e o que tem de ser feito em cada etapa. Esta visualização clara é o que separa o Design Thinking do tradicional ‘tentar e errar’. Com o storyboard, a equipe consegue seguir um plano de trabalho guiado e ter sucesso no projeto.

Ao delinearem o fluxo de trabalho, o storyboard ajuda as equipes a entender melhor como elas poderão usar o Design Thinking para aproximar-se da solução ideal. O storyboard também permite que haja uma melhor comunicação dentro da equipe, pois todos partilham a mesma visão de projeto. Isso significa que as equipes podem seguir o mesmo processo de pensamento, facilitando a colaboração e permitindo que os problemas sejam resolvidos de forma mais eficaz.

O storyboard é essencial para quem deseja usar o Design Thinking para obter resultados de qualidade. Ajuda a equipe a definir os objetivos e a visualizar o fluxo de trabalho, permitindo que os problemas sejam abordados de forma metódica e eficaz. Por fim, o storyboard dá à equipe uma visão clara do projeto e ajuda a garantir que os resultados sejam alcançados de forma rápida e eficiente.

Storytelling

O Storytelling é uma técnica envolve contar histórias para contribuir com informação, experiências e aprendizagem para a solução final. Os cadernos de sensibilização são usados para documentar as histórias que surgem durante o processo de Design Thinking, para que elas possam ser usadas para informar a solução final.

Através do storytelling, você pode envolver as pessoas com um relato interessante e divertido. Isso ajuda a criar soluções melhores para os problemas que estão sendo resolvidos. O objetivo final quando se trata de storytelling é transformar informações em histórias e, eventualmente, construir uma narrativa forte que incentive as pessoas a agir.

Usando o storytelling, você pode humanizar seus projetos e envolver sua audiência com palavras e frases específicas. Ao contar uma história, você também consegue criar ligações entre os fatos que precisam ser considerados no desenvolvimento de um projeto de design thinking.

Os princípios básicos do storytelling são simples: desenvolva histórias bem escritas, persiga o foco da mensagem original e alcance a verdadeira essência da história para capturar os motivos por trás do projeto sendo realizado. Evite divagações e tente manter a narrativa simples para obter melhores resultados a partir do design thinking. Mantenha-se relevante e não inclua detalhes desnecessários; isso prejudicaria sua narrativa principal.

Cocriação com os clientes

A cocriação com os clientes é uma das ferramentas mais importantes no Design Thinking. Ela envolve ouvir atentamente e direcionar as necessidades reais dos usuários finais para a construção de soluções criativas. Ao envolver os usuários no desenvolvimento de produtos, serviços e processos, estamos colocando a perspectiva do usuário na linha de frente da criação de produtos e serviços.

Ela pode ser realizada de várias maneiras, dependendo das preferências do usuário. Seja por meio da entrevista individual, reuniões em grupo ou até mesmo online em plataformas abertas, o objetivo é sempre o mesmo: descobrir o que realmente importa para o usuário final. É nesta fase que podem surgir insights surpreendentes e influenciar profundamente o caminho a ser seguido no desenvolvimento de um projeto, pois concentrado diretamente nas necessidades dos usuários, as decisões certas são tomadas.

Através da cocriação no Design Thinking os profissionais também conseguem construir experiências incríveis para os usuários finais dos seus produtos e serviços. Ao compreender profundamente quem é esse usuário final, suas necessidades e expectativas, é possível criar experiências muito mais envolventes, resultantes em maior satisfação para as pessoas que utilizam esses produtos e serviços.

Reenquadramento

Reenquadramento é o processo de aplicar o pensamento de design, um método de solução de problemas, para refazer ou reavaliar a abordagem de um determinado problema e caminhar em direção a uma resolução de melhor qualidade.

Design thinking ajuda a revelar e abordar desequilíbrios, desconfiança e conflitos dentro dos problemas. Os princípios e processo do design thinking ajudam as pessoas a reenquadrar as ideias e diretrizes para solucionar problemas, desenvolver novas ideias e construir novos produtos, serviços, experiências e até mesmo modelos de negócios.

Para reenquadrar com sucesso e aplicar com êxito o pensamento de design, é importante destacar três princípios fundamentais: envolver a comunidade, compreender profundamente a realidade e gerar novas soluções. Seguindo estes princípios, o design thinking oferece aos usuários ferramentas que ajudam a expandir seus horizontes e explorar várias perspectivas de um determinado problema.

Pesquisa Exploratória

A Pesquisa Exploratória é um componente vital do pensamento de design. É o primeiro passo para qualquer projeto destinado a melhorar o atendimento ao cliente ou aumentar a satisfação. Embora seja inevitável o uso de inovação tecnológica em projetos de design thinking, a pesquisa exploratória é a base de todos os esforços de design.

A pesquisa exploratória é uma abordagem sistemática para descobrir, compreender e definir problemas, assim como as necessidades dos clientes. De modo geral, inclui técnicas de coleta de dados que auxiliam a entender melhor sobre certas populações de interesse. Por exemplo, um estudo de pesquisa exploratória pode fornecer informações sobre o comportamento dos clientes em um serviço de suporte.

O objetivo da pesquisa exploratória é proporcionar um entendimento mais profundo dos problemas e necessidades dos usuários. Então, é importante realizar entrevistas pautadas, verificar feedbacks, e também verificar métricas dos produtos existentes. Além disso, a pesquisa exploratória é importante para identificar oportunidades para o design thinking.

Ao passo que a pesquisa exploratória é realizada, os dados coletados são utilizados para gerar insights que, por sua vez, podem ser transformados em oportunidades de design. Estas oportunidades podem servir de ponto de partida para o design thinking, e podem ser usadas para criar protótipos e modelos que ajudem a alcançar os objetivos desejados.

Pesquisa Desk

Esta pesquisa visa encontrar informações sobre o tema do projeto por diversas fontes, como websites, livros, revistas, blogs e artigos. A pesquisa desk permite que os designers obtenham informações relevantes sobre o assunto específico, fornecendo-lhes os conhecimentos necessários para desenvolver soluções criativas.

Uma vez que o processo de design está definido e as fontes desejadas determinadas, a pesquisa desk pode começar. Primeiro, é importante ler o material já existente sobre o tópico em questão para entender os fundamentos. Depois disso, busque novas fontes e documentos especializados que possam expandir a base de conhecimento já estabelecida.

Ao procurar extensivamente, você pode descobrir insights adicionais que podem ser usados ​​no processo de tomada de decisão. Para armazenar todas as informações relevantes para suprir futuras consultas, recomenda-se criar um documento compilando todas as referências utilizadas na pesquisa desk.

Além disso, considere anotações mentais como um meio útil para repetir essa etapa quantas vezes forem necessárias durante o projeto. Ao fazer isso, você manterá o foco do tema e evitará perder tempo lendo material irrelevant.

Entrevistas

A entrevista é uma forma de coletar informações sobre pessoas ou sobre um determinado tema. É usada no Design Thinking para reunir as necessidades dos usuários, seus desejos e comportamentos. Por entrevistas, o designer pode conhecer melhor seu público-alvo e adaptar os produtos e serviços às suas preferências.

O design thinking utiliza diferentes técnicas de entrevistas para ajudar no processo criativo, como, por exemplo: questões abertas, mapas mentais, cartões de evocação cultural, brincadeiras interativas e outros tipos de jogos lúdicos. Essas ferramentas são úteis para obter mais informação sobre a realidade do usuário e identificar novas soluções que atendam às suas necessidades.

Além disso, é importante lembrar que as entrevistas não se limitam apenas a obter dados – elas também têm o objetivo de estabelecer uma conexão emocional entre o designer e o entrevistado. Estabelecer essa conexão ajuda os designers a desenvolver ideias criativas que melhor atendam às necessidades dos usuários finais.

Cadernos de Sensibilização

Design Thinking é um processo criativo que permite às pessoas usarem a criatividade, a experimentação e a colaboração para criar novos produtos, serviços e experiências. É usado por empresas e organizações para enfrentar desafios difíceis e inovar as suas soluções.

Os cadernos de sensibilização desempenham um papel importante no processo de Design Thinking. Eles são usados para permitir que os participantes explorem suas ideias, pensamentos e sentimentos, e liberarem sua criatividade. São um lugar onde são coletadas todas as ideias geradas durante o processo de Design Thinking, para que elas possam ser avaliadas com mais profundidade.

Uma das principais técnicas de Design Thinking é o brainstorming, ou o borrifo de ideias. O objectivo é gerar o maior número possível de ideias a partir dos inputs dados pelo grupo. Os cadernos de sensibilização são usados para registar todas as ideias que surgem durante o brainstorming, para que elas possam ser avaliadas com mais profundidade.

Sessões Generativas

Sessões generativas promovem a geração de ideias e soluções criativas para o problema em questão. Estas sessões devem ser colaborativas e direcionadas para o objetivo de chegar à solução desejada.

Durante estas sessões, a equipe irá usar técnicas de brainstorming, pesquisa, discussão e debate. O objetivo destas sessões é criar um ambiente que promova a colaboração, a exploração de ideias e soluções de problemas de forma criativa.

É importante que as sessões sejam realizadas em um ambiente aberto, onde todos possam se expressar livremente. Esta abertura permitirá que a equipe explore diferentes perspectivas do problema e crie soluções criativas. Além disso, as sessões devem ser guiadas por um líder ou facilitador, que deve incentivar e guiar a equipe durante o processo.

Para tornar as sessões produtivas, é importante que os participantes estejam cientes das etapas e do objetivo final do projeto. Essa consciência permitirá à equipe trabalhar de forma colaborativa, explorando e discutindo as ideias existentes no curto período de tempo. Ao final da sessão, todas as ideias geradas deverão ser avaliadas e documentadas, para que possam ser aproveitadas na próxima etapa do processo.

Um dia na vida

Uma experiência simulada de “um dia na vida” pode ajudar os pesquisadores a entenderem melhor como as pessoas se sentem enquanto interagem com produtos, serviços e experiências. Durante o estudo, o usuário é convidado a responder perguntas sobre sua rotina diária e comportamento.

Então, os pesquisadores podem descobrir quais fatores motivam ou desmotivam o usuário e usar esses insights para solucionar problemas existentes em experiências anteriores. Além disso, também permite criar produtos novos que atendam às necessidades dos usuários de maneira mais eficaz.

Por exemplo, se os pesquisadores descobrirem que um determinado grupo de usuários tem uma dificuldade específica ao navegar por um site, podem criar recursos para facilitar a navegação nesse site.

Sombra

O Design Thinking é um método de pensamento que oferece um processo estruturado para a solução de problemas complexos. Enquanto muitas disciplinas de design se concentram na estética e na forma de um produto, o Design Thinking concentra-se em como o produto pode satisfazer as necessidades do utilizador ou do cliente. O Design Thinking envolve a criação e implementação de soluções criativas que sejam relevantes para o utilizador ou cliente.

O Design Thinking trata cada projeto como um puzzle. Cada problema particular é desenvolvido a partir de três áreas-chave: dados, conhecimento e criatividade. Estas áreas são unidas para obter uma solução simples e eficaz para qualquer problema. O Design Thinking fornece um meio para descobrir e explorar novas ideias que são relevantes para o utilizador ou cliente.

Ao utilizar o Design Thinking, é importante ter em mente os quatro principais princípios a seguir para ter sucesso: pesquisa, experimentação, colaboração e visualização. A pesquisa é crucial para compreender o utilizador ou cliente. Experimentação é importante para a criação de soluções inovadoras e criativas. A colaboração é necessária para partilhar o conhecimento com os restantes membros do grupo. Finalmente, a visualização ajuda a tornar o processo de Design Thinking mais fácil de compreender.

Cartões de Insight

Os Cartões de Insight  ajuda no pensamento criativo e na construção de novas ideias. Esses cartões são compostos por uma variedade de perguntas, imagens e palavras que estão relacionadas a um objetivo principal que você deseja alcançar. O objetivo principal dos Cartões de Insight é estimular o pensamento criativo, ajudando você a explorar novas perspectivas, desenvolver hipóteses e criar soluções inovadoras.

Os Cartões de Insight são usados para ajudar você a identificar insights que podem ser usados no desenvolvimento do seu produto ou serviço. Por meio das perguntas oferecidas, você pode ver o seu problema de maneira diferente, descobrindo insights que podem ser úteis no desenvolvimento de suas ideias.

Esses cartões também podem ser usados para gerar ideias inovadoras. Esses cartões podem ajudá-lo a enxergar a sua situação com novos olhos, e ver problemas e oportunidades onde antes não havia. Além disso, eles também podem ajudá-lo a gerar novas ideias de produtos ou serviços, ou mesmo aperfeiçoar as ideias existentes.

Os benefícios dos Cartões de Insight incluem uma maior compreensão do problema, uma melhor visão do problema, um maior leque de ideias, maior engajamento e um maior nível de colaboração entre os membros da equipe. Além disso, eles também ajudam a desenvolver habilidades criativas, aumentar a consciência sobre os problemas e a colaboração entre os membros da equipe.

Diagrama de Afinidade

Um dos métodos fundamentais do Design Thinking é o Diagrama de Afinidade. O diagrama de afinidade, também referido como análise de afinidade, é usado para analisar, organizar e sintetizar ideias e informações. Esta técnica pode ser usada em qualquer fase do processo de design thinking. É comumente usado para compreender problemas complexos, gerando insights que podem guiar a tomada de decisão.

O diagrama de afinidade envolve a criação de seus cartões, nos quais são armazenadas as informações coletadas pelo grupo. Os post-its são geralmente usados para escrever essas informações e colocá-las nos cartões que representam diferentes aspectos do problema em questão. Esses cartões são então organizados em grupos com base na similaridade dos tópicos discutidos ou relacionados uns aos outros, criando padrões intuitivos.

Depois que os cartões forem reunidos e categorizados, as diferentes grupos podem ser tratados para fornecer insights significativos sobre o problema. Isso também pode levar à descoberta de novas abordagens para a resolução do problema. Alguns exemplos comuns incluem a identificação dos fatores principais que influenciam um assunto, os pontos fortes e fracos de uma situação específica ou as soluções possíveis para um determinado problema identificado.

O Diagrama de Afinidade é uma ferramenta útil para ajudar as equipes a explorar ideias mais profundamente e chegar a resultados colaborativos significativos. Quando bem utilizado, permite transformar rapidamente os dados brutos em insights surpreendentes que orientam melhor as pessoas envolvidas no processo criativo.

Mapa Conceitual

Um Mapa Conceitual é usado para mostrar as relações entre conceitos ou ideias principais. O Mapa Conceitual para o Design Thinking fornece uma visão geral do processo, ilustrando as etapas e como elas estão conectadas. Em geral, um Mapa Conceitual enfatiza as principais áreas de foco e mostra como elas podem ser usadas juntas para atingir um objetivo desejado.

No contexto do Design Thinking, o Mapa Conceitual ilustra os processos interconectados de Identificar, Definir, Ideias, Prototipar e Testar. Ele também descreve ainda melhor como esses processos respondem às necessidades dos usuários e permitem inovações no mercado. Além disso, o mapa é usado para explicar os princípios e abordagens subjacentes a cada etapa do Design Thinking.

Um Mapa Conceitual é utilizado para mostrar as relações entre conceitos ou ideias principais. O Mapa Conceitual para o Design Thinking fornece uma visão geral do processo, ilustrando as etapas e como elas estão conectadas. Em geral, um Mapa Conceitual enfatiza as principais áreas de foco e mostra como elas podem ser usadas juntas para atingir um objetivo desejado.

No contexto do Design Thinking, o Mapa Conceitual ilustra os processos interconectados de Identificar, Definir, Ideias, Prototipar e Testar. Ele também descreve ainda melhor como esses processos respondem às necessidades dos usuários e permitem inovações no mercado. Além disso, o mapa é usado para explicar os princípios e abordagens subjacentes a cada etapa do Design Thinking.

Critérios Norteadores

Os Critérios Norteadores para o Design Thinking envolvem os elementos essenciais que permitem que a metodologia seja aplicada de forma eficaz. Estes princípios incluem:

1. Compreender o Usuário: A compreensão profunda do usuário é vital para que se obtenha sucesso no Design Thinking. É necessário compreender as aspirações, desejos, necessidades e perspectivas dos usuários para podermos construir soluções eficazes e inovadoras.

2. Valorizar a Experimentação: O Design Thinking incentiva a experimentação para se chegar às melhores respostas possíveis. As experiências são fundamentais na criação da solução ideal e proporcionam um caminho iterativo para chegarmos à solução ótima.

3. Pensamento Colaborativo: O pensamento colaborativo é crítico para o sucesso do Design Thinking, pois possibilita ideias ricas, flexíveis e inovadoras provenientes de um grupo diverso de partes interessadas. Estimula-se a partilha de opiniões divergentes entre os membros da equipe destinado a encontrar soluções melhores mais rapidamente.

4. Prototipagem Rápida: Os protótipos fornecem um meio rápido de testar, validar e refinar as respostas finais antes do seu lançamento em produção final, economizando tempo e recursos durante o processo de desenvolvimento da solução.

5. Tomada de Decisões Baseadas em Dados: As decisões tomadas durante o processo de Design Thinking são normalmente geridas com base em dados relevantes, racionalidade lógica e análise crítica objetiva dos fatos apresentados.

Personas

As personas são representações fictícias dos principais usuários. Elas ajudam a visualizar o que a sua empresa está tentando alcançar e o que os seus usuários desejam. As personas fornecem uma melhor compreensão dos usuários reais.

Criar personas envolve pesquisas, entrevistas e observações dos seus usuários, para buscar informações como idade, localização geográfica, nível de conhecimento técnico, motivações para usar o produto/serviço e qualquer outra informação relevante. Esses fatores ajudam nas suas decisões durante o projeto do produto ou serviço.

Além da pesquisa direta com os clientes, é interessante usar outras fontes, como análise demográfica, feedback dos clientes, entrevistas de especialistas do mercado, redes sociais e monitoramento web para coletar as informações necessárias. Durante todo o processo, você pode definir vários tipos de personas para representar os diferentes perfis de público que você está prestes a atingir. Assim, você obtém um retrato preciso do usuário real que auxilia na criação do produto ou serviço ideal para ele.

Storeboard

Storeboard é um método de pensamento que permite aos desenvolvedores, empreendedores, empresários e qualquer outra pessoa desenvolver uma abordagem criativa para a tomada de decisões. O processo de Design Thinking estimula o pensamento criativo através da procura de soluções inovadoras e flexíveis para problemas. Ele também promove a experimentação e análise crítica para produzir resultados colaborativos e ricos. Na verdade, o Design Thinking tornou-se uma estratégia fundamental para os negócios no contexto moderno.

O método consiste em estudar as necessidades humanas, descobrir problemas latentes nos produtos ou serviços existentes, identificar áreas de melhoria, projetar produtos mais adaptados às necessidades dos usuários e testar versões melhoradas do produto ou serviço. Além disso, Storeboard permite que você desenvolva uma abordagem prática sobre como alcançar a inovação.

Cardápio de Ideias

O Cardápio de Ideias é o catálogo de “receitas” que registra as principais ideias geradas durante o projeto de Design Thinking. É um documento final que contém ideias, propostas e soluções viáveis para a resolução do problema proposto.

Todas as ideias geradas são discutidas e avaliadas, a fim de encontrar aquelas que serão seguidas. O Cardápio de Ideias guarda todas essas possibilidades, permitindo a qualquer momento retroceder e considerar outras opções.

Este documento é organizado em categorias, com destaque para aquelas soluções mais promissoras no contexto do projeto. Nele também estão presentes os critérios avaliados por cada uma dessas boas sugestões — seus prós e contras.

No Cardápio de Ideias fica retratado o pensamento criativo e todo o trabalho realizado antes da decisão final. É uma ferramenta importante para qualquer tipo de projeto, especialmente projetos ligados à inovação.

Protótipo em Papel

Protótipos em papel são uma das ferramentas mais comuns e antigas de Design Thinking. Eles fornecem uma maneira simples de experimentar rapidamente muitas ideias sem o custo ou o esforço de desenvolver um protótipo em código. Alguns podem até mesmo argumentar que a habilidade de usar papel e lápis para construir uma representação rápida da sua solução pode ser tão eficaz quanto qualquer ferramenta digital moderna.

Existem vários tipos de protótipos em papel, cada um criado para testar uma parte particular do seu produto: interações, design do layout, movimentos na tela, etc. Esses protótipos são geralmente projetados para tornar as coisas fáceis e rápidas – você pode passar apenas alguns minutos desenhando partes brutas da interface do usuário (UI). No entanto, isso não significa que os protótipos em papel não possam abranger todos os aspectos da experiência do usuário – é possível começar por meio de telas simples e gradualmente adicionar mais detalhes às interfaces a medida que avance no processo.

Outra vantagem dos protótipos em papel é que eles são extremamente fáceis de modificar. Se você quiser alterar algo no seu design, é necessário apenas alguns minutos para refazer sua versão inicial com pequenos ajustes. Também é possível criar várias versões diferentes para cada parte do seu design e escolher a melhor opção depois. Uma desvantagem dos protótipos em papel é a dificuldade de mostrá-los a outros membros da equipe.

Brainstorming

O brainstorming é um dos passos fundamentais no processo de Design Thinking. Ele é usado para coletar consultas e idéias de uma equipe de pessoas que trabalham juntas para criar soluções inovadoras para os problemas. O brainstorming permite ao design thinking se concentrar em todos os aspectos do problema, encontrando pontos fracos e explorando novas possibilidades.

É importante notar que o brainstorming não é apenas um exercício de produção de ideias; envolve também a identificação dos dados relevantes, o planejamento das etapas subsequentes do processo e a avaliação criteriosa das soluções propostas. O resultado esperado desta parte da metodologia de Design Thinking é a geração de soluções possíveis para o problema considerado.

Normalmente, as sessões de brainstorming provêem a leitura inicial do problema, bem como feedbacks sobre como os participantes estão agindo e interagindo entre si. Dessa forma, tem-se uma melhor compreensão geral do problema e das limitações envolvidas. Além disso, o brainstorming oferece informações cruciais sobre onde começar desenvolvendo outras etapas na metodologia Design Thinking. Incentiva também à experimentação; sempre tentando algo novo derruba muitos obstáculos antigos à resolução dos problemas.

Brainwriting

O Brainwriting é uma técnica de design thinking que incentiva a colaboração e a criatividade entre todos os envolvidos. É uma técnica popularmente usada para gerar ideias e soluções inovadoras para problemas de negócios ou do dia a dia.

A técnica começa com um grupo pequeno de pessoas (geralmente três a quatro) sentadas à mesa e pedindo-lhes que escrevam suas ideias sobre um tema específico. Cada participante começa escrevendo sua própria lista individual de ideias, passando depois seus papéis à direita para que a pessoa seguinte possa adicionar mais informações. Da mesma forma, é passado para os outros membros da equipe até que todos tenham lido as contribuições dos demais.

Depois de todas as contribuições estarem reunidas em um só local, o grupo se reúne e discute as melhores ideias, compreendendo o porquê delas poderem ser boas soluções e quais recursos precisam ser reunidos para colocá-las em prática. Também é possível rodar alguns testes para saber como as ideias vão funcionar na vida real.

O Brainwriting pode auxiliar os participantes a pensarem fora da caixa e testar novas ideias sem pressão com outros membros da equipe. Essencialmente, ele permite coletar o maior número possível de perspectivas individuais em curto espaço de tempo, permitindo que essas ideias floresçam em conjunto, produzindo resultados criativos e inovadores.

Brainwalking

O Brainwalking promove um processo de pensamento criativo, mas há muitas maneiras de aplicar o conceito. Nele os participantes saiam da sala de reuniões e explorem um local específico. O objetivo deste exercício é sair do ambiente tradicional de trabalho e ver o mundo com outros olhos.

O Brainwalking é dividido em três fases principais. A primeira etapa envolve uma análise do contexto, onde os participantes observam suas impressões sobre o lugar visitado. É importante focar na vida cotidiana dos locais visitados, da cultura e das atitudes das pessoas perto do local visitado. Em seguida, os participantes devem pensar sobre como as características do contexto afetam aqueles que vivem nele e como podem melhorá-lo.

Além disso, há uma segunda etapa onde todos compartilham ideias relevantes para solucionar um problema existente na área visitada. Esta fase requer que os participantes trabalhem em equipe para refinar essas ideias em algo prático e tangível. Por fim, o último passo envolve a prototipação destas ideias para validar sua viabilidade antes da implementação real.

Brainwalking é uma ótima maneira de estimular o pensamento cruzado entre times multidisciplinares. Ao executar este exercício fora da sala de reuniões, as chances de encontrar novas soluções são muito maiores comparadas às realizadas dentro do escritório. Além disso, é também uma excelente ferramenta para catalisar relacionamentos com clientes potenciais e conhecer melhor seus pontos fortes e fracos no mercado.

Braindrawing

O Braindrawing é uma técnica de Design Thinking que usa desenhos para criar visões de cenários futuros, gerar ideias e solucionar problemas. É uma forma de minimizar ainda mais as informações para melhor compreender os principais elementos que compõem um determinado problema.

Ao usar a técnica do Braindrawing, você pode ilustrar uma história, diagramas de cenários e mapeamento de fluxo, entre outros. Isso ajuda as equipes a tomar decisões influentes, pois o formato visual permite que todos compartilhem o mesmo pensamento.

Alguns dos benefícios que o Braindrawing pode trazer para um projeto são: menos custos associados à produção dos produtos, ideias inovadoras, melhor engajamento das pessoas envolvidas no projeto, maior capacidade de visualizar problemas e soluções antes mesmo do início do processo de Design Thinking, gerando assim economia de recursos financeiros e tempo.

No contexto do Braindrawing, é necessário identificar primeiro quem são os principais usuários dos produtos/serviços sendo desenvolvidos. Esses usuários serão posteriormente representados pelas figuras adicionadas ao desenho. O objetivo geral aqui é referenciar esses personagens com o problema específico que está sendo resolvido no design thinking. Por exemplo: se estamos tentando criar um novo site para uma empresa local, usuários potenciais como ‘cliente’ e ‘funcionário’ podem ser representados na imagem de forma simples.

O Braindrawing torna-se então um ótimo recurso para expressar claramente visões complexas e tornar possível discutir sobre elas através da imaginação coletiva. Ao invés das palavras secas tradicionais normalmente usadas em reuniões e brainstormings corporativos, é possível ilustrar erros comuns em projetos e encontrar soluções alternativas facilmente.

Jornada do Usuário

A jornada do usuário é a experiência que uma pessoa adquire quando interage e participa de um produto ou serviço. Esta jornada pode ter muitas fases, mas geralmente começa com um problema ou necessidade que precisa ser resolvido, que lhe leva à busca por soluções. O próximo passo é selecionar as soluções adequadas e, em seguida, avaliar se essas soluções foram bem-sucedidas ou não.

Nela o foco é compreender o que os usuários realmente precisam para interagir com um produto/serviço e para obter sucesso no seu uso. É por meio da análise dessa jornada que a equipe de design pode identificar problemas específicos e sugerir soluções melhores adaptadas às necessidades do usuário.

A metodologia requer que os designers observem, conversem e analisem atentamente todas as etapas do processo do usuário. Eles usam esses dados diretamente da fonte (jornada do usuário) para criar interfaces mais intuitivas e personalizadas. Além disso, uma vez compreendida a jornada dos usuários, é possível projetar serviços e produtos que agregam valor aos mesmos.

Através da melhoria contínua desta jornada é possível melhorar drasticamente as taxas de retenção dos clientes, pois os consumidores têm uma experiência positiva com o produto/serviço. Ao realizar constantemente pesquisas qualitativas sobre a satisfação dos clientes durante esta jornada, ela pode ser otimizada para oferecer uma melhor experiência em todos os aspectos da vida do usuário com relação a este produto/serviço.

Workshop de Cocriação

O workshop de cocriação é uma maneira eficaz de aplicar os conceitos do Design Thinking com o objetivo de chegar a soluções criativas para problemas específicos. É destinado a qualquer equipe ou organização que busca melhorar processos, produtos ou serviços.

O workshop é estruturado em três etapas principais:

Em primeiro lugar, é importante compreender a questão, definindo claramente os desafios e restrições para encontrar uma resposta adequada. Esta fase inclui uma análise profunda dos fatores que contribuem para o desenvolvimento da solução ideal.

Em segundo lugar, após definir o contexto do problema, existem técnicas criativas que podem ser usadas para encontrar novas ideias. Essas técnicas envolvem pensamento lateral e brainstorming para ilustrar as várias maneiras pelas quais o problema pode ser abordado.

Por último, as partes interessadas devem analisar todas as ideias levantadas e decidir qual delas tem melhor potencial para se tornar realidade. Para isso é importante discutir e avaliar os pontos fortes e fracos de cada proposta de forma clara. Assim, é possível selecionar a melhor alternativa para implementar na prática.

Protótipos de Serviços

O uso de protótipos visa aprimorar e validar as ideias do projeto e quando se trata de serviços, isso significa desenvolver versões simplificadas ou imersivas da solução, permitindo que os usuários testem e experimentem as opções. Os protótipos de serviço são úteis para descobrir como os clientes vivem as experiências na realidade.

Existem duas maneiras principais de fazer protótipos de serviços: modelagem destrutiva e narrativa imersiva. A primeira opção envolve simular a experiência do usuário, apresentando problemas para que eles sejam resolvidos por meio do design da solução. A narrativa imersiva permite que os clientes explorem a experiência desde seu início até o término, dando-lhes uma visão mais completa do processo como um todo.

No caso dos protótipos de serviços, o foco está nas interações entre o usuário e a solução proposta, bem como nos resultados obtidos durante essa interação. Essa abordagem fornece informações valiosas sobre os pontos fortes do design existente assim como indicadores possíveis para melhorias posteriores. Ao concluir o processo de teste, muitas vezes é possível identificar pequenos detalhes que podem ser modificados para melhorar significativamente a experiência do cliente.

Mapa de Empatia

O Mapa de Empatia é uma técnica  que ajuda a formular uma compreensão dos usuários com quem estamos trabalhando. Esta técnica incentiva os desenvolvedores do produto a colocarem-se na pele (ou nos sapatos) do usuário, o que os ajudará a ter uma perspectiva mais profunda e completa da experiência do usuário e como ela se relaciona à solução.

Para criar um Mapa de Empatia, é necessário realizar um estudo de campo sobre as pessoas envolvidas, bem como entrevistas e observações etnográficas para reunir dados. Com esse dado, você pode criar perfis dos usuários para descrever suas principais características demográficas e comportamentais.

Um bom Mapa de Empatia inclui informações detalhadas sobre esses personagens, incluindo imagens, histórias sobre suas vidas, seus costumes, etc., de modo que todos os membros do time possam ter o contexto para tornar seus pensamentos mais próximos da realidade. Ao longo do processo, também é necessário identificar os pontos em que o produto seria útil para os usuários ou as áreas onde ele poderia melhorar significativamente suas experiências.

Modelo de Volume

O Modelo de Volume  se concentra na criação e no desenvolvimento de produtos para garantir que atendam aos níveis de fidelidade desejados. O modelo é uma representação visual da maneira como os usuários interagem com certas soluções, como programas complexos ou websites. Assim, o design pode ser adaptado para satisfazer as necessidades e expectativas dos usuários à medida que esses elementos se modificam.

A maioria dos designers profissionais trabalha com três níveis de volume representações: baixo, médio e alto. Cada um destes níveis auxilia o designer a entender melhor a experiência do usuário ao usar um determinado produto, pois sugere as possíveis variações do mesmo em resposta às exigências diferentes. Por exemplo, enquanto parte dos usuários pode preferir uma versão simples do produto que ofereça apenas a função básica, outros podem exigir mais funções e customização avançada.

Uma vez que os designers saibam qual nível de fidelidade cada usuário prefere, eles também terão melhor exposição às demandas reais existentes no mercado alvo. Esta informação os permitirá colocar no produto aquilo que realmente interessa para os clientes, sem necessariamente adicionar recursos inúteis que custam tempo e dinheiro precioso a ambientar e também podem custar prejuízo no final das contas.

Por isso, o modelo de Volume pode ser extremamente útil para os designers profissionais quando pensam em determinadas soluções digitais ou produtos fundamentais em design thinking. Eles podem usar este método para compreender melhor a experiência dos usuários e garantir que seus produtos atendam às expectativas daqueles que estarão usando-o.

Blueprint

O blueprint é um instrumento de projeto de serviços que fornece informações visuais sobre as partes envolvidas, a natureza da prestação do serviço, o fluxo de trabalho e a interação com o cliente. É útil para identificar necessidades e falhas na prestação de serviços, além de apontar para soluções possíveis.

O blueprint é uma ferramenta fundamental quando se trata de Design Thinking. Com esta matriz esquemática é possível representar todas as etapas da prestação de serviços desde o início, passando pelo processamento até chegar à entrega final do serviço solicitado. Deste modo fica claro qual é o papel de cada um dos participantes no processo e como cada etapa se conecta às demais.

Desenhar um blueprint também permite que todos os envolvidos tenham uma visão mais completa da oferta do serviço, das necessidades dos clientes e das melhorias que podem ser feitas para garantir maior qualidade no produto final. Além disso, serve também como guia para aqueles que precisam implementar mudanças eficazes nas atividades relacionadas à prestação de serviços.

Por fim, estudar um blueprint antes mesmo do desenvolvimento do produto final é uma estratégia prática para se garantir que se mantenha a fluidez durante todo o processo — desde a concepção até a execução — alinhando assim todos os agentes envolvidos com a finalidade em mente.

Matriz de Posicionamento

A matriz de posicionamento é uma ferramenta importante para compreender como o Design Thinking pode ser aplicado e entendido no contexto de sua organização. Esta matriz identifica as quatro principais etapas do processo de Design Thinking: Desenvolver, Refinar, Executar e Acompanhar.

Desenvolver está relacionado à criação e definição dos princípios que guiarão o projeto. Esta etapa também inclui entrevistar potenciais usuários, pesquisar produtos semelhantes já existentes e estabelecer objetivos claros para o projeto.

Depois de desenvolver os princípios, vem a etapa de Refinar. Aqui, mais trabalho é feito para garantir que o projeto atenda às necessidades dos usuários e atinja seus objetivos estabelecidos durante a etapa de desenvolvimento. É aqui que o design thinking se mostra particularmente útil para auxiliar na criação de soluções inovadoras.

Após o refinamento adequado do projeto, a etapa Executar surge como uma escolha clara. Esta fase permite implementar as mudanças necessárias nos produtos e processos existentes para que possam atender às exigências identificadas durante as etapas anteriores. É importante enfatizar que essa implementação não se dá apenas pelo lado da tecnologia, mas também por meio do engajamento do usuário em todos os níveis – desde o profissional até o colaborativo.

Finalmente, uma vez concluída a execução do projeto, chega-se à última etapa: Acompanhar. Nesta fase inicia-se um processo contínuo de avaliação para verificar se todas as mudanças implementadas realmente melhoraram a experiência do usuário e/ou obtiveram resultados esperados pelos gestores da organização. Além disso, é recomendado obter feedback regular dos usuários sobre qualquer aspecto relacionado ao projeto – incluindo design visual, interface e funcionalidades – para garantir que determine os próximos passos necessários para melhorar cada vez mais sua experiência com o produto/serviço ofertado à sua organização/empresa.

Encenação

A encenação é uma parte importante do Design Thinking e consiste em simular a experiência do usuário. Esta etapa é essencial para que os designers entendam melhor as necessidades dos usuários, pois permite que as pessoas vejam seus produtos como algo real e tangível.

Durante a encenação, os designers podem criar quaisquer experiências de usuário imagináveis, desde a execução de tarefas em computadores até cenas de câmera lenta na interação com objetos reais. Ao apresentar e discutir a experiência dos usuários, os designers podem mensurar explicitamente seus sentimentos com relação ao produto e à tecnologia, além de entender suas preferências e motivações.

Além disso, o design thinking é sobre colocar-se no lugar dos outros – nesse caso, nos papéis dos usuários – para descobrir o que funciona melhor para eles e descobrir como estruturar as experiências à sua volta. É por isso que a encenação é tão importante: ela permite que os designers imitem o comportamento dos usuários com seus produtos em diferentes contextos. Assim, os designers podem experimentar seus trabalhos antes de entregar um produto finalizado.

Conclusão

Agora que chegamos ao fim deste guia definitivo de Design Thinking, é importante lembrar que implementar técnicas e ferramentas de Design Thinking não garantirá automaticamente um produto/ serviço melhor e mais bem-sucedido. Design Thinking é uma abordagem cujo objetivo é ajudar as pessoas a serem criativas e inovadoras em sua abordagem para encontrar soluções apropriadas para problemas específicos.

Para alcançar resultados significativos com o Design Thinking, os times precisam aprender com as experiências passadas e entender as necessidades dos clientes, partindo da perspectiva do usuário final. É muito importante usar ferramentas práticas para facilitar o processo, mas você só conseguirá seus melhores resultados quando trabalhar como uma equipe comprometida e colaborativa na busca de soluções inovadoras.

Se você estiver pronto para usar o Design Thinking para desenvolver produtos, serviços e experiências mais intuitivos, ideais para as necessidades dos clientes, não tenha medo de começar! Conhecer os princípios básicos do Design Thinking e dominar suas técnicas e ferramentas é uma ótima maneira de ter sucesso imediato.

Gostou compartilhe!!!